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Inteligência emocional e sucesso
Pessoas empáticas costumam levar vantagem em todas as áreas da vida
por Nelson Tanuma
20.06.2008

Nelson Tanuma
Consultor, palestrante e escritor, especialista em desenvolvimento do potencial humano. Foi dekassegui em 1993.

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Diariamente, assistimos pela televisão a casos escabrosos de violência praticados por um ser humano contra outro. E nos perguntamos: “como pessoas tão inteligentes são capazes de fazer coisas tão irracionais, ultrapassar os limites do absurdo, da insanidade e da cretinice?”. A resposta está no fato de que a inteligência acadêmica pouco tem a ver com a vida emocional. Os mais brilhantes acadêmicos, por vezes, afundam-se nos oceanos das paixões desenfreadas e impulsos descontrolados. Pessoas com altos níveis de QI (quociente de inteligência) são, às vezes, condutores incompetentes de suas próprias vidas.

Existe uma relativa incapacidade das medições de QI predizerem quem será ou não bem-sucedido na vida, e esse é um dos paradoxos da psicologia. É óbvio que, no universo de grandes grupos pesquisados, pessoas com baixo QI tendem a estar em empregos que requerem baixa qualificação ou subempregos, enquanto as de alto QI geralmente tornam-se melhor remunerados. Porém, isso não acontece sempre.

Não existe necessariamente uma relação direta entre um alto índice de QI e o sucesso. Na verdade, existem tantas exceções quanto casos que se encaixam na “regra”. Segundo o psicólogo Daniel Goleman, autor da Teoria da Inteligência Emocional: “Na melhor das hipóteses, o QI contribui com cerca de 20% para os fatores que determinam o sucesso na vida, o que deixa 80% para outras forças”.

A maior parte do que influencia a posição de alguém na sociedade é determinada por fatores não-relacionados com o QI.

O conjunto fundamental dessas “outras forças” é formado por: capacidade de motivar-se e resistir diante das frustrações; controlar impulsos; regular o estado de espírito e impedir que a aflição prejudique a capacidade de pensar de forma clara e objetiva e, finalmente, ter tranqüilidade para esperar as coisas acontecerem no momento adequado.
A formação acadêmica não oferece praticamente nenhum preparo para as tempestades e oportunidades que nos trazem as vicissitudes da vida. Ainda assim, nossas escolas e culturas continuam se concentrando quase que exclusivamente ao preparo intelectual, ignorando a inteligência emocional. Essa é constituída por um conjunto de traços que alguns chamariam de caráter, que acabam tendo imensa importância em relação ao que chamamos de destino.

A experiência tem demonstrado que as pessoas emocionalmente competentes, empáticas e bem-relacionadas costumam levar vantagem em todas as áreas da vida. Em geral, são bem-sucedidas no amor e nas relações humanas dentro das organizações, o que contribui para aumentar a satisfação em relação à vida.

As pessoas emocionalmente inteligentes são mais produtivas no trabalho e têm menos conflitos internos (grandes sabotadores do potencial de concentração, até em tarefas simples e corriqueiras). O espírito de liderança e a aptidão para manter e conservar uma equipe de trabalho unida (o que também se desdobra na aptidão para resolver conflitos), por meio da autoridade, é outro componente da inteligência emocional.

A inteligência emocional é também a capacidade de compreender outras pessoas, de saber o que as motiva, e como elas trabalham cooperativamente. Profissionais de sucesso nas áreas de atendimento ao público, geralmente, são indivíduos dotados de elevado grau de inteligência emocional.

É também a capacidade de formar um modelo preciso e verdadeiro de si mesmo, ter identidade definida e saber usá-la para agir de forma eficaz em sua vida. Utilize-a.

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